quinta-feira, 2 de junho de 2011

O antes e o agora das Assessorias de Imprensa

Até pouco tempo atrás, a Assessoria de Imprensa era confundida com um departamento de Marketing ou Relações Públicas. Quando um empresário contratava um jornalista para assessorá-lo e, principalmente, para montar uma divisão de imprensa, esperava-se que todos os seus problemas fossem solucionados.
Além das atribuições básicas de uma Assessoria, tais como house-organs (jornais de circulação interna nas empresas), intranet, releases e site, pretendia que o jornalista zelasse por sua imagem e a da empresa, exigia estar sempre em evidência e, mais ainda, que as vendas aumentassem.
Nessa mesma época, também era comum o empresário transformar o assessor de imprensa num porta-voz (nos momentos de crise, que o ajudava a se "livrar" dos jornalistas). Foi por esta época, ainda, acompanhando a fase do "levar vantagem", que se pretendia estar na midia a qualquer custo, nem que para isto tivesse que "presentear" alguém, prática conhecida como "jabá".
Entretanto, alguns pioneiros reagiram a esta situação e reverteram o quadro, mostrando que era possível prestar uma assessoria eficiente e produtiva apenas com o produto básico que uma assessoria de imprensa deve oferecer: boas informações.
As Assessorias de Imprensa transformaram-se em um setor profissional dinâmico e fundamental para as redações, com alta capacidade para atender as demandas e de fornecer informações adaptadas aos interesses dos veículos de comunicação e da própria organização, com fortes vínculos cooperativos, honestos e transparentes  com os colegas  jornalistas.
A Assessoria de Imprensa vai crescer muito nos próximos anos, contribuindo para mostrar o que os jornalistas noticiadores não estão vendo, ajudando no exercício da democracia e na orientação do cidadão. 
O jornalista assessor precisa ficar atento para não utilizar as suas nformações e fontes para deformar a notícia. 
“A democracia dos próximos anos está sendo construída pela intermediação da mídia composta não apenas por jornalistas-noticiadores, mas também pelos jornalistas-assessores, enquanto o cidadão se esforça e luta para não ser manipulado” - Cristovam Buarque.

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